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Ciência · Autoavaliação

Índice de Bem-Estar WHO-5: cinco perguntas muito estudadas

O WHO-5 é um questionário de cinco itens sobre bem-estar nas últimas duas semanas. É curto, gratuito para uso e um dos instrumentos de bem-estar mais validados do mundo.

De onde vem a escala

O Índice de Bem-Estar da Organização Mundial da Saúde (WHO-5) foi apresentado em 1998 pelo escritório regional da OMS para a Europa, como parte de um projeto sobre depressão na atenção primária. Ele foi derivado de uma escala mais longa e reduzido a cinco frases positivas: sentir-se alegre e de bom humor, calmo e relaxado, ativo e com energia, acordar descansado e ter um dia a dia cheio de coisas interessantes.

Para cada frase, a pessoa indica com que frequência se sentiu assim nas últimas duas semanas, de "em nenhum momento" (0) a "todo o tempo" (5). A soma vai de 0 a 25 e costuma ser multiplicada por 4, gerando uma escala de 0 a 100 em que pontuações maiores indicam mais bem-estar.

O que a pesquisa diz

Uma revisão sistemática de mais de 200 estudos concluiu que o WHO-5 tem boa validade como medida de bem-estar, estrutura unidimensional e boa sensibilidade para rastrear depressão (Topp et al., 2015). Ele foi traduzido para dezenas de idiomas e é usado em pesquisas clínicas, populacionais e em estudos de trabalho. Há validação para o português brasileiro (de Souza & Hidalgo, 2012).

Como as perguntas são positivas, a escala costuma ser bem aceita e não parece um questionário de sintomas. A literatura sugere que pontuações de 50 ou menos (na escala de 0 a 100) indicam bem-estar baixo e justificam uma avaliação mais cuidadosa para depressão; pontuações muito baixas, por volta de 28 ou menos, se associam com mais frequência a quadros depressivos (Topp et al., 2015).

Limites da escala

O WHO-5 é um termômetro, não um diagnóstico. Ele mostra como você tem se sentido, mas não explica o porquê, nem diferencia cansaço físico, luto, estresse passageiro ou depressão. Os pontos de corte foram estudados em contextos de saúde e podem funcionar de forma diferente em outros grupos.

Limitações

Como toda autoavaliação, o resultado depende de como você interpreta as perguntas e do momento em que responde. A escala cobre apenas as duas últimas semanas. Uma pontuação baixa não significa que você tem depressão, e uma pontuação alta não descarta outros problemas. Somente uma avaliação com um profissional de saúde pode fazer um diagnóstico.

Como o Ethea adapta o modelo

O Ethea apresenta os cinco itens no formato de resposta original, de 0 a 5, e converte a soma para a escala de 0 a 100, como na literatura. Diferente dos nossos testes de escolha forçada, este questionário não foi criado pelo Ethea: o crédito é da OMS e dos pesquisadores que o desenvolveram. Mostramos faixas indicativas, um lembrete de que não se trata de diagnóstico e caminhos de apoio.

O Ethea não tem vínculo com a Organização Mundial da Saúde.

Referências

Links com DOI levam ao artigo original. Quando não indicamos um DOI, o link abre uma busca no Google Acadêmico.

  1. Topp, C. W., Østergaard, S. D., Søndergaard, S., & Bech, P. (2015). The WHO-5 Well-Being Index: A systematic review of the literature. Psychotherapy and Psychosomatics, 84(3), 167–176. DOI: 10.1159/000376585(abre em nova aba)
  2. World Health Organization, Regional Office for Europe (1998). Wellbeing measures in primary health care: The DepCare Project. WHO Regional Office for Europe. Buscar no Google Acadêmico(abre em nova aba)
  3. de Souza, C. M., & Hidalgo, M. P. L. (2012). World Health Organization 5-item well-being index: Validation of the Brazilian Portuguese version. European Archives of Psychiatry and Clinical Neuroscience, 262(3), 239–244. Buscar no Google Acadêmico(abre em nova aba)